
Prática cresce em Santa Catarina e surge como aliada no enfrentamento do estresse e na promoção da qualidade de vida
Boas gargalhadas vêm ganhando espaço como estratégia de bem-estar e ajudam a compreender os índices de felicidade no Sul do Brasil. Um levantamento recente, o “Mapa da Felicidade Real no Brasil 2026”, realizado com 1.500 pessoas entre os dias 20 de fevereiro e 1º de março, apontou que a região Sul, incluindo Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul, registra 83,7% de felicidade declarada, abaixo dos 93% observados nas regiões Norte e Nordeste.
Especialistas associam esse cenário a fatores como maior pressão por desempenho, busca por estabilidade e exigências profissionais mais intensas. Ao mesmo tempo, cresce no estado um movimento que busca equilibrar essa realidade: a atuação de líderes de Yoga do Riso.
Criada na Índia pelo médico Madan Kataria, a técnica já está presente em mais de 120 países e combina exercícios de riso induzido com respiração consciente. A proposta é simples, mas respaldada por evidências científicas: o corpo não diferencia o riso espontâneo do provocado, gerando benefícios como redução do cortisol, aumento da oxigenação e liberação de endorfinas.
Em Santa Catarina, profissionais como professor de yoga Fernando Freitas vêm ampliando o alcance da prática, levando o riso para ambientes corporativos, escolas, eventos e grupos comunitários. Com formação especializada e uma abordagem que integra conceitos de gestão emocional, a atuação busca promover ambientes mais leves e colaborativos.
A aplicação vai além do entretenimento. No meio empresarial, o Yoga do Riso tem sido utilizado como ferramenta de integração de equipes, redução de tensões e estímulo à criatividade. Já em contextos educacionais e sociais, contribui para o fortalecimento da autoestima, desenvolvimento da comunicação e redução da ansiedade.
Outro aspecto relevante é o papel dos facilitadores como multiplicadores. Ao formar novos líderes, o movimento amplia sua presença e cria uma rede de promoção de bem-estar que alcança diferentes públicos e regiões, impactando diretamente indicadores subjetivos de qualidade de vida.
Embora o Sul apresente índices de felicidade inferiores aos de outras regiões, iniciativas como essa demonstram caminhos acessíveis para transformar esse cenário. Em meio a rotinas intensas, o riso, mesmo que inicialmente induzido, passa a ser entendido como uma ferramenta de gestão emocional.
Nesse contexto, o Yoga do Riso deixa de ser apenas uma prática pontual e se consolida como uma estratégia de promoção de saúde e qualidade de vida, reforçando que a leveza também pode fazer parte da rotina.