
A psicóloga Marta Bassani, 61 anos, formada em bacharelado e licenciatura em Psicologia, com diversas pós-graduações na área e professora em cursos técnicos, encontrou uma nova ferramenta para enriquecer seu trabalho com grupos da terceira idade: o Yoga do Riso.
Com mais de duas décadas de atuação junto a idosos, Marta conheceu a prática por acaso, durante uma sessão em um hotel no município de Gravatal (SC). “Para minha surpresa, acabei me identificando com a proposta e parti em busca do curso de formação de líder, com o intuito de aprender novas técnicas e entregar sempre o meu melhor para as pessoas”, explica.
A formação foi concluída no início de junho em Novo Hamburgo (RS), sob a orientação do professor Fernando Freitas, e desde então Marta já colocou o aprendizado em prática, unindo as técnicas de relaxamento e meditação às brincadeiras e exercícios que despertam o riso e resgatam a criança interior. “Num mundo onde todos precisam de calmaria na mente e mais alegria de viver, essa prática pode melhorar o convívio e até prevenir quadros de ansiedade e depressão, especialmente na terceira idade, tirando o idoso do isolamento social”, afirma.
A primeira sessão conduzida por Marta ocorreu no dia 3 de junho com o grupo da terceira idade Alto Astral, na Associação Carlos Wilkens, em Cachoeirinha (RS). Quinze mulheres participaram, todas receptivas e dispostas a mergulhar na nova experiência. “No final, fizemos um minuto de riso pela paz mundial e elas compartilharam seus sentimentos. Uma senhora enlutada disse que a prática lhe fez muito bem, e outra afirmou: ‘Que bom que eu vim hoje, eu iria me arrepender se não tivesse vindo’”, relembra Marta.
Já no dia 10 de julho, foi a vez do grupo do Centro de Saúde do Idoso, também em Cachoeirinha, receber a atividade. Com 21 participantes, a psicóloga inicialmente se preocupou com o tamanho do grupo, mas o espaço amplo e a disposição dos presentes fizeram a dinâmica fluir com intensidade e alegria. “No final, fizemos o minuto de riso pela paz mundial e tiramos fotos com o emoji do sorriso. Todos disseram que gostariam de ter mais encontros como esse”, conta.
Mara Moraes, 65 anos, coordenadora do grupo: “No mês passado, a Marta nos trouxe a atividade de Yoga do Riso, que foi maravilhosa. Todas interagiram, riram e saíram zen. Elas até repetiram em casa. Esse trabalho é muito importante, baixa a ansiedade, acalma e faz esquecer os problemas. Gratidão e parabéns pelo teu trabalho.”
Julia Moraes, 84 anos: “O riso traz alegria, e qualquer tipo de sorriso já é um sinal de que tu estás bem contigo mesmo.”
Carmem Belo Ferreira, 81 anos: “Achei muito interessante, já tinha curiosidade. Basta começar a rir e fica quase impossível parar. Foi uma experiência inesquecível.”
Aida Marisa Pereira, 71 anos: “Gostei de participar, me senti mais leve. Rir de pequenas coisas é importante. O riso contagia.”
Leandra Borba Guterres, 43 anos, enfermeira e terapeuta comunitária: “Foi uma experiência sensacional, saí mais leve e com energia positiva. As idosas também relataram gratidão e alegria.”
Gilka Bonifácio, 79 anos: “A gente começa sorrindo sem vontade e de repente está rindo de verdade. Foi um encontro alegre e proveitoso.”
Veranice Casagrande, 65 anos: “Rimos, brincamos umas com as outras. É muito bom ter esse tipo de aprendizado.”
Zulmira Maria Pereira da Silva, 71 anos: “Quase não sorria, agora estou sorrindo mais e vou continuar para ser mais feliz. Desde o dia que vi essa professora linda e maravilhosa já fiquei feliz.”
Regina Maria Heimmer, 63 anos: “Percebi a grande influência benéfica do riso à saúde. Foi uma experiência muito interessante. Gratidão. Namastê!”
Ana Maliuk, 79 anos: “Rir é sinônimo de saúde e felicidade. Esses exercícios ajudam no bem-estar e são úteis para todas as pessoas que queiram viver mais e ser felizes.”
Com um início marcado por relatos tão positivos, Marta pretende ampliar a aplicação do Yoga do Riso nos grupos com os quais atua. “Cada sessão me mostra que essa ferramenta é muito mais do que uma técnica. É uma ponte para a conexão humana e para o resgate da alegria de viver”, conclui.